Entrevista com Presidente da Abracy – Ricardo Teixeira

Nesta edição especial, a Revista Yamaha News entrevistou o presidente da Abracy, Ricardo Teixeira, que fez uma ampla análise do mercado nacional de motocicletas, após o primeiro semestre de vendas. “Sinto que saímos mais fortes desta pandemia”, avalia o empresário. O conteúdo é imperdível, boa leitura!

Revista Rede Yamaha News: Como o mercado nacional evoluiu no primeiro semestre deste ano?
Ricardo Teixeira: O Mercado Nacional, no acumulado até junho deste ano, registrou a venda de 517.329 motos, 48% a mais que mesmo período de 2020. E nós da Yamaha crescemos 72% em relação ao mesmo período do ano passado, com 95.559 motos vendidas. Isso demonstra que o nosso trabalho está sendo bem-feito.

O mercado é moldado pelo cliente, mas, é claro, o concessionário também desempenha um papel importante no direcionamento da demanda do consumidor. Que aspirações dos compradores, após o início da pandemia, a Rede está tentando atingir e superar? As principais mudanças são a atenção dada ao cliente nas redes sociais e o reforço no investimento nas mídias digitais.

O primeiro contato, durante este período do afastamento social, é realizado via canais digitais.

De alguma forma, a pandemia aumentou o interesse pelo veículo de duas rodas?
O Transporte individual está em alta, sendo inclusive incentivado como medida de proteção contra a COVID. E também tem o aspecto econômico. É mais em conta andar de moto do que utilizar o transporte público.

Atualmente, qual é a importância dos canais digitais de vendas e de relacionamento com os clientes?
São fundamentais para trazer o cliente até a loja, e depois disso, para acompanhá-lo
no pós-venda.

Há muita procura, mas ainda faltam motocicletas nas concessionárias. Como minimizar esse problema?
Realmente estamos atravessando um período inédito de falta de produtos (motos e peças). É normal faltar um ou outro modelo, mas o fato é que temos falta em todos os segmentos. Temos, sempre que possível, conduzir o cliente para a escolha do produto disponível no momento.

O tipo de atendimento ao consumidor e os serviços de venda variam de revenda para revenda. Há concessionárias com serviço de test ride em domicílio, por exemplo, outras vendendo muitas motos através das Lives digitais. Para você, quais são as novas tendências que realmente ajudam a ampliar os resultados nos pontos de venda?
Um atendimento com exclusividade, com hora marcada, com a oferta de test ride. Temos que utilizar todas as formas possíveis para o cliente se sentir “exclusivo” e com os cuidados sanitários exigidos nos dias atuais. Ressaltando que toda criatividade que os meios digitais nos possibilitam fazem despertar no cliente o interesse nos nossos produtos, gerando uma futura venda.

Na sua opinião, quais são as principais medidas tomadas pela Rede Yamaha para aproveitar as novas oportunidades do mercado?
Forte investimento nas mídias digitais, na parte visual das concessionárias, em cursos para especializar mais o pessoal de base. Tudo para melhorar o atendimento e satisfazer os desejos dos clientes Yamaha. “KANDO”.      

Qual legado essa pandemia deixará para a marca no Brasil?
Avançamos na participação do mercado em termos absolutos, conseguimos atrair clientes que não estavam dispostos a “experimentar” outra marca. A experiência de andar em uma Yamaha sempre é positiva, nossos produtos encantam os clientes, facilitando o processo de venda.

Na sua visão, como podemos avaliar o nível de resposta da Rede Yamaha aos novos hábitos de consumo do brasileiro?
A maioria da Rede Yamaha se ajustou muito rapidamente as novas exigências do mercado consumidor, a Rede já era “cascuda” por conta de crises anteriores. Sinto que saímos mais fortes e na frente das nossas concorrências.

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